Primeiros passos na formação da Rede de Educação Ambiental – Rio São João e Rio das Ostras (RJ)
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O objetivo deste trabalho é relatar os primeiros passos percorridos na formação de uma Rede de Educação Ambiental na região das bacias do Rio São João e Rio das Ostras, localizada no estado do Rio de Janeiro. A formação dessa Rede partiu de uma sugestão de trabalho integrado feito pelo Consórcio Ambiental Lagos São João aos representantes de entidades governamentais e não governamentais que já desenvolviam trabalhos de Educação Ambiental na região. Sua formação foi resultado do 1º Encontro de Educação Ambiental que contou com a participação de quatro municípios: Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio das Ostras. Nesse encontro foram estabelecidas ações e/ou projetos para serem implementados de forma integrada, destacando-se a confecção de mapas ambientais, além da definição de responsabilidades do Consórcio e dos representantes municipais.
INTRODUÇÃO
Os problemas ambientais presentes nas bacias do Rio São João e Rio das Ostras vem sendo discutidos por várias entidades locais, merecendo destaque a atuação do Consórcio Intermunicipal para Gestão Ambiental da Bacia Hidrográfica da Região dos Lagos, Rio São João e Zona Costeira – CILSJ vulgo Consórcio Ambiental Lagos São João.
Em seus três anos de existência, o CILSJ vem exercitando o princípio da gestão descentralizada e participativa, onde as discussões sobre a melhor maneira de lidar com os recursos naturais, estão sendo realizadas na própria região, promovendo a articulação entre os diferentes usuários destes recursos, em especial os hídricos, dentro da área de suas bacias hidrográficas (indivíduos, grupos, entidades públicas e privadas e coletividades), visando o aproveitamento sustentado destes recursos naturais, a recuperação ambiental e a geração de emprego e renda.
Para operar de forma democrática e participativa, o Conselho de sócios do CILSJ deliberou a instituição de Grupos Executivos de trabalho (GET’s) – responsáveis pela articulação na tomada de decisão e na mediação dos conflitos nas respectivas bacias, e pela participação dos diferentes usuários dos recursos naturais nas respectivas bacias hidrográficas. A partir de sua criação, o GET do Rio São João, chamado de GERSA, realizou seminários, nivelando as informações existentes entre os participantes; e “Oficinas de Planejamento” usando metodologias de planejamento participativo para elaboração de um Plano de Ação com definição de metas e objetivos.
Especificamente na área da Educação Ambiental, o Plano de Ação apontou a necessidade de implementação de ações efetivas que dessem suporte a essa nova forma de pensar o gerenciamento dos recursos naturais, com ênfase nos recursos hídricos. Foi então, que a partir de 2003, o CILSJ obteve suporte de dois parceiros de trabalho, o WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e o CRBio-2 (Conselho Regional de Biologia – RJ/ ES) possibilitando a realização das atividades descritas adiante.
Vale ressaltar que o CILSJ vê os problemas ambientais e suas soluções sob a ótica de bacia hidrográfica e não pelas unidades político-administrativas, uma vez que os problemas provocados num determinado local normalmente alcançam outros locais de diferentes jurisdições (BRASIL, 2001).
Aliado à essa visão, ele reconhece a importância da Educação Ambiental (EA) como uma forma de tentar buscar as soluções para os problemas ambientais, criando novos valores e transformando realidades, proporcionando
“os conhecimentos necessários à compreensão do ambiente de modo a promover uma consciência social capaz de gerar atitudes que alterem os comportamentos (…) que demonstre sensibilidade, responsabilidade, habilidades necessárias para buscar soluções para os atuais problemas ambientais” (DIAS, 1992).
Dentro dessa ótica optamos pela formação de uma rede de EA, entendendo rede como “caminhos que possibilitam a comunicação, troca, diálogo e renovação …” (SATO, 2002) ou como definido por VIEZZER e OVALLES (1995), o termo rede é “comparável a um tecido com múltiplos fios ligados entre si por nós que se espalham para todos os lados, sem que nenhum deles seja central”.
A articulação sob a forma de redes tem como características gerais, a não hierarquização do poder (SCHERER-WARREN, 1998), a presença de valores e interesses compartilhados cujo propósito unificador é o espírito da rede, a participação e o dinamismo de seus integrantes pois ela se sustenta pela vontade e afinidade de seus integrantes, a colaboração como premissa desse tipo de trabalho, a conectividade onde a ligação e a interação entre eles sustentam a rede, a multi-liderança cujas decisões são compartilhadas, a geração e troca de conteúdos, e o respeito à diversidade de seus integrantes entre outras (SORRENTINO, 2001; WHITAKER, 2001).
As experiências têm demonstrado que a organização da sociedade civil em redes apresenta vantagens e bons resultados de ações articuladas e projetos desenvolvidos em parceria (INSTITUTO ECOAR DE CIDADANIA, 2003). Segundo o mesmo autor, são eles:
“(i) – a flexibilidade aos projetos sociais devido a rede constituir-se por movimentos dinâmicos e ativos, dialogando permanentemente com a realidade; (ii) a ampliação da capacidade de independência e de troca entre seus participantes na medida em que a aprendizagem e o conhecimento são construídos horizontalmente e em circularidade; (iii) a promoção da motivação e do estímulo à continuidade e ao amadurecimento das ações em virtude dos vínculos afetivos e técnicos que se formam nas relações em rede; (iv) a produção nos participantes de um sentimento de pertencimento, uma inclusão social, na medida em que se identificam por uma causa, uma proposta ou uma ação comuns; (v) o reconhecimento de cada ação implementada pela valorização atribuída ao seu próprio trabalho – um sempre aprende com o outro.”
AYRES (2003) acrescenta ainda que “estar em rede significa realizar conjuntamente ações concretas que modificam as organizações para melhor e as ajudam a chegar mais rapidamente a seus objetivos.”
Considera-se aqui, que a informação nas redes está relacionada à ação social entendida como intervenção de transformação no dado da realidade vivida pela população onde são criados modos de compartilhar as informações e ampliar o conhecimento dos indivíduos, promovendo novas formas de compreensão, produção e uso dos conhecimentos (MARTELETO, 2001).
Abordaremos então, o caminho percorrido na formação de uma rede de EA partindo-se das informações recolhidas pela equipe de EA do CILSJ que registrou a existência de ações isoladas de EA dentro da área das Bacias do Rio São João e Rio das Ostras, assim como carências e limitações similares além de propostas de ação para o CILSJ em EA.
Em vista disso, o CILSJ promoveu um encontro de EA na região de forma a favorecer, entre outras ações, a circulação de informação, a escolha de projetos/ações integradas e a participação das entidades no CILSJ através de seu Grupo Executivo de Trabalho da Bacia do Rio São João e Rio das Ostras (GERSA).
METODOLOGIA
A metodologia empregada neste trabalho constou de um levantamento das entidades da região da bacia dos Rios São João e das Ostras que trabalham com a EA, realização de entrevistas com seus representantes, aplicação de um questionário de análise dos projetos e experiências segundo 10 indicadores de avaliação adaptados de SATO (2002), e a promoção de um evento com a participação e ação desses representantes.
O CILSJ, dentro da ótica de gerenciamento compartilhado e do trabalho em parceria, teve como preocupação inicial, a identificação daqueles que já desenvolviam projetos em EA na região e o conhecimento de seus trabalhos e suas realidades. Surgiu, então, a proposta de realizar um levantamento-diagnóstico das realidades de trabalho em EA existentes nas Bacias Hidrográficas da região com intuito de dar suporte ao planejamento de trabalho da equipe de EA do CILSJ.
Foram contatadas as entidades que desenvolvem ações de EA nos municípios banhados pelo Rio São João e Rio das Ostras: Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio das Ostras. São elas: Secretarias Municipais de Meio Ambiente e/ou órgãos afins (Secretaria de Agricultura e Pesca), as Secretarias Municipais de Educação geralmente junto aos seus departamentos de Projetos Especiais ou Coordenações de Ensino e Ong’s (Serra do Sambe – Rio Bonito; Associação Mico Leão Dourado e Sociedade Ecológica de Aldeia Velha – Silva Jardim; e Movimento Ecológico de Rio das Ostras e Reserva Biológica União – Rio das Ostras).
Os representantes dessas entidades foram entrevistados a partir de um roteiro semiestruturado aplicado por uma mediadora do CILSJ. Num segundo momento o CILSJ sugeriu que esses representantes analisassem seus projetos e experiências segundo 10 indicadores de avaliação das práticas de EA adaptados de SATO (2002).
Por fim, realizou-se o evento, denominado de ´1º Encontro de Educação Ambiental – Rio São João e das Ostras´ utilizando-se o método da dinâmica participativa, considerando-se que houve participação e ação por parte das pessoas implicadas. Para esse encontro foram confeccionadas e distribuídas pastas contendo o resultado do levantamento com a relação dos projetos, respectivos resumos e a fase de elaboração/implantação. Além das pastas, utilizou-se, um mapa estilizado da região da bacia, tarjetas, biombos para a fixação das tarjetas, crachás e bonecos em papel para cada um dos participantes.
O encontro contou com a participação dos representantes de todas as entidades envolvidas, perfazendo um total de 15 entidades e 39 pessoas. Foram contempladas as diferentes visões, possibilitando a integração e compreensão das ações possíveis e a formação da rede de EA.
A classificação do nível de inter-conexão que existe atualmente entre as entidades que estão trabalhando com EA na região, de forma interativa, pelos participantes segundo legenda sugerida (sinalizando se havia conhecimento mas sem nenhum trabalho conjunto, ou conhecimento com ações pontuais conjuntas eventuais ou, ainda, conhecimento com ações integradas de médio e longo prazo) utilizando-se canetas coloridas sobre o mesmo mapa e baseando-se nos bonecos legendados;
4. breve caracterização teórica do trabalho em rede ressaltando-se a presença de valores e interesses compartilhados, colaboração, multi-liderança, horizontalidade e circulação de informações entre outras (OLIVIERI, 2003) realizada pelo CILSJ;
5. apresentação e eleição da proposta de formação de uma rede de EA;
6. eleição pela Rede de Educação Ambiental – Rio São João e Rio das Ostras de prioridades para o Programa de Educação Ambiental em cada um dos Municípios e de ações e/ou projetos para serem implementados, de forma integrada, por essa Rede – simultaneamente em toda a região. Primeiramente os participantes foram divididos em grupo por município para discutir as prioridades, ações e projetos a serem implementados utilizando tarjetas. Depois foram todos reunidos e suas tarjetas afixadas no biombo de forma a facilitar a visualização e escolha das mesmas;
7. definição dos representantes por município para as reuniões de trabalho e definição do calendário da rede.
RESULTADOS e DISCUSSÃO
O levantamento-diagnóstico apontou a existência de ações isoladas de EA dentro da área das bacias do Rio São João e Rio das Ostras, assim como carências e limitações similares além de propostas de ação para o CILSJ em EA na região.
Diante desta realidade, o Consórcio anteviu excelente oportunidade de favorecer a articulação, a troca de experiências, o enfrentamento dos problemas encontrados, e sobretudo, a avaliação das práticas promovendo o ´1º Encontro de Educação Ambiental – Rio São João e das Ostras´.
Esse encontro permitiu aos participantes visualizarem suas relações municipais e intermunicipais. A teia formada revelou grande conhecimento recíproco, um número significativo de ações pontuais e projetos de curto prazo realizados a nível municipal mas ainda poucos projetos de médio e longo prazo sendo realizados de forma integrada por duas ou mais entidades. Esses resultados não são muito diferentes do que acontece em outras regiões, como menciona SATO (2002) em seu estudo com instituições que desenvolvem trabalhos de EA no Acre.
Vale ressaltar que o retorno dos questionários de análise de projetos e experiências segundo indicadores de avaliação não foi relevante, não chegando a 10% dos representantes, sendo desconsiderados no encontro.
A visão desta realidade serviu de base para que o Consórcio apresentasse a sua proposta de Programa de Educação Ambiental. Valendo-se de sua capacidade de mobilização, mediação e de captação de recursos, o CILSJ propôs aos participantes a articulação das equipes e dos trabalhos de EA apresentados, em forma de Rede.
A criação de uma Rede de EA se apresenta como ferramenta na transformação da realidade ambiental da bacia a exemplo do que vem acontecendo dentro do GERSA. É uma forma de exercício compartilhado de decisão e de ação que imprime eficácia e visibilidade às transformações da realidade ambiental, garantindo a sustentabilidade dos recursos naturais da bacia.
Trata-se de uma rede temática, regional e organizacional (OLIVIERE, 2003), considerando-se que ela está organizada em torno do tema de EA na ótica da bacia do Rio São João e Rio das Ostras, atua em uma determinada região e as entidades participantes estão vinculadas ao CILSJ.
Dentre as deliberações da rede, estão as prioridades para o Programa de Educação Ambiental da Rede de Educação Ambiental – Rio São João e Rio das Ostras por municípios, as ações e/ou projetos para serem implementados, de forma integrada, simultaneamente em toda a região, além da definição das responsabilidades do CILSJ e dos representantes municipais. Como será visto a seguir, as preocupações são semelhantes àquelas levantadas pelas Redes de Educação Ambiental que objetivam fortalecer os contatos entre os diferentes grupos que já trabalham na área resultando em sua participação na gestão de políticas públicas como visto na Rede de Educação Ambiental de São Carlos (OLIVEIRA et al, 1997) e na Rede de Intercâmbios de Tecnologias Alternativas em Belo Horizonte (FERNANDES, 1997). A seguir apresentaremos cada uma delas:
A. Prioridades para o Programa de Educação Ambiental da Rede de Educação Ambiental – Rio São João e Rio das Ostras – em seus municípios.
Como podemos observar algumas prioridades foram as mesmas para um ou mais municípios, destacando-se duas que foram colocadas em todos os municípios: o projeto de produção comunitária e/ou cooperativada de mudas com banco de sementes regional e a capacitação em EA para todos os professores da rede municipal, estadual e particular.
Abaixo apresentamos as prioridades selecionadas por município:
Rio Bonito:
1. Apoiar tecnicamente e financeiramente o projeto de produção comunitária e/ou cooperativada de mudas com banco de sementes regional, para preservação dos mananciais, das matas de galeria ou ciliares do Rio São João e seus principais tributários.
2. Traçar estratégia para fazer EA junto às autoridades municipais (vereadores e secretários).
3. Construir mapas ambientais, trabalhando em cada um dos municípios com a participação de equipe local (professores + alunos + Pais/Comunidade).
4. Promover o trabalho em parceria na área da fiscalização contribuindo para o fim dos conflitos de competência.
5. Divulgar a Lei Federal nº 4.771 , art.2º, proteção das APP’s.
6. Facilitar a capacitação do MEC dos PCN’s em ação – Educação Ambiental.
Casimiro de Abreu:
1. Traçar estratégia para fazer EA junto às autoridades municipais (vereadores e secretários).
2. Incentivar a criação de cursos profissionalizantes na área ambiental. (monitores, guarda-parques, administração de Unidades de Conservação).
3. Organizar cursos de capacitação em EA para todos os professores da rede municipal, estadual e particular dos municípios.
4. Criar um grupo de diálogo entre as Unidades de Conservação
5. Promover capacitação para a elaboração de projetos facilitando a captação de recursos para projetos de EA .
Silva Jardim:
1. Apoiar tecnicamente e financeiramente os trabalhos de EA visando atingir o produtor rural, nas áreas de conservação de solo, uso de agrotóxicos, banco de sementes (espécies nativas) para preservação dos mananciais, das matas de galeria ou ciliares do Rio São João e seus principais tributários.
2. Traçar estratégia para fazer EA junto às autoridades municipais (vereadores e secretários).
3. Promover campanhas de conscientização dentro da região – recuperação de Áreas de Preservação Permanente, contra a caça e pesca predatória.
4. Organizar cursos de capacitação em EA para todos os professores da rede municipal, estadual e particular dos municípios.
5. Incentivar os municípios potenciais a buscar identidade na Mata Atlântica para o desenvolvimento do Eco-Turismo.
Rio das Ostras:
1. Traçar estratégia para fazer EA junto às autoridades municipais (vereadores e secretários).
2. Promover campanhas de conscientização dentro da região – recuperação de Áreas de Preservação Permanente, contra a caça e pesca predatória.
3. Fomentar a adesão dos empresários ao terceiro setor.
4. Facilitar a realização de oficinas para professores.
5. Participar da capacitação dos professores, incentivando a condução da EA no espaço local (ambiente onde se insere a escola).
B. Eleição de ações e/ou projetos para serem implementados, de forma integrada, pela Rede de Educação Ambiental – Rio São João e Rio das Ostras – simultaneamente em toda a região.
–> Confeccionar Mapas Ambientais, trabalhando em cada um dos municípios com a participação de equipe local (professores + alunos + pais/comunidade). A construção dos mapas deverá contemplar, com ênfase, a abordagem dos seguintes temas:
- Áreas de Preservação Permanente;
- Conservação (solo, biodiversidade, recursos hídricos);
- Uso de agrotóxicos, caça e pesca predatória;
- Eco-Turismo.
–> Fomentar a adesão de empresários regionais e locais aos projetos de EA do terceiro setor.
–> Estudar a proposta de implantação de Centro de Formação para Professores na área ambiental.
C. Responsabilidades do CILSJ:
–> A equipe do Programa de EA do Consórcio Ambiental Lagos São João em parceria com o WWF-Brasil se responsabilizará pela animação da Rede de Educação Ambiental – Rio São João e Rio das Ostras e pela promoção de encontros periódicos com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento das ações e projetos integrados e aprofundar temas específicos dentro da EA;
–> O Consórcio Ambiental Lagos São João disponibilizará sua estrutura e técnicos para o apoio às reuniões do grupo de trabalho (GT) e às suas decisões de encaminhamento.
D. Responsabilidades dos representantes municipais:
-> Animar a consolidação das redes locais;
-> Implementar em conjunto com a equipe de EA do Consórcio as prioridades estabelecidas pela rede para os municípios, e
-> Participar do grupo de trabalho criado para desenvolvimento do projeto Confecção de Mapas Ambientais (metodologia, capacitações, produção de material e etc).
Espera-se que essa Rede possibilite:
–> aprofundar a abordagem de temas específicos em EA segundo demanda local, focando o debate nas políticas públicas referentes a cada tema (Águas e Florestas, Resíduos Sólidos, Biodiversidade e outros);
–> estabelecer e adotar indicadores de avaliação das práticas de EA;
–> capacitar os integrantes da rede como multiplicadores de EA em áreas específicas segundo demanda local contribuindo na formulação de políticas públicas;
–> implementar propostas escolhidas pela Rede;
–> implementar materiais e metodologias de EA adequados à realidade local;
–> estimular e fortalecer a participação dos integrantes da rede e representantes das comunidades locais no GERSA reforçando as ações de gestão dos recursos naturais, com ênfase nos recursos hídricos.
São propostas de ações semelhantes àquelas já implementadas em outras redes de EA no país que visam socializar informações, experiências e ações voltadas à Educação Ambiental promovendo a qualificação e o fortalecimento de seus integrantes nos respectivos estados de suas jurisdições, como a REBEA (Rede Brasileira de EA), REPEA (Rede Paulista de EA), a AGUAPÉ (Rede Pantanal de Educação Ambiental) e a REARJ (Rede de EA do Rio de Janeiro) entre outras.
CONCLUSÃO
Implantar essa rede significa a participação efetiva de seus integrantes no manejo responsável de seus ambientes numa perspectiva de bacia hidrográfica cuja análise dos problemas ambientais independe da divisão administrativa/geográfica municipal.
Consideramos que o encontro proporcionou um grande avanço pelo fato dos integrantes terem conhecido outros projetos similares ou não, terem tecido uma rede de contatos, discutido e proposto ações e projetos garantindo a continuidade da Rede.
Bibliografia Citada
AYRES, B. Redes. Disponível em http://www.rits.org.br. Acesso em junho de 2003.
BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, DOS RECURSOS HÍDRICOS E DA AMAZÔNIA LEGAL. Educação Ambiental: curso básico a distância: documentos e legislação da educação ambiental. 2. ed. Coordenação-Geral: Ana Lúcia Tostes de Aquino Leite e Naná Mininni-Medina. Brasília: MMA, 2001. 5v.
DIAS, G. F. Educação ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 1992.
FERNANDES, F. de C. A construção coletiva de um projeto de educação ambiental em comunidades urbanas de vilas e favelas. In: Associação Projeto Roda Viva e Instituto Ecoar para Cidadania (org). Cadernos do IV Fórum de Educação Ambiental/I Encontro da Rede Brasileira de Educação Ambiental. Rio de Janeiro: Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (INESC), 1997, p. 155-160.
INSTITUTO ECOAR DE CIDADANIA, Rede de Cidadania Ativa: projeto “Convivência e Parceria” de educação ambiental. Disponível em http://www.rits.org.br. Acesso em junho de 2003.
MARTELETO, R. Confronto simbólico, apropriação do conhecimento e produção de informação nas redes de movimentos sociais. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação – v. 2, n. 1, Fev. 2001.
OLIVEIRA, H. R., FURNIVAL, C., MANCINI, P. P., CINQUETTI, H., LEME, P.C.S., SILVA, M. da. Rede de educação Ambiental de São Carlos: uma experiência de rede global. In: Associação Projeto Roda Viva e Instituto Ecoar para Cidadania (org). Cadernos do IV Fórum de Educação Ambiental/I Encontro da Rede Brasileira de Educação Ambiental. Rio de Janeiro: Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (INESC), 1997, p. 142-147.
OLIVIERI, L. (coord). Redes. Disponível em http://www.rits.org.br. Acesso em junho de 2003.
SATO, M., TAMOIO, I., MEDEIROS, H. Reflexos das cores amazônicas no mosaico da Educação Ambiental. Brasília: WWF-Brasil, 2002.
SCHERER-WARREN, I. Redes ecologistas conectando o local e o global. In: BÔAS, G. V. (coord.) Territórios da língua portuguesa: culturas, sociedades, políticas. IV Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Anais …. Rio de Janeiro, 1 a 5 de setembro de 1996. Rio de Janeiro: IFCS, 1998.
SORRENTINO, M. Ambientalismo e participação na contemporaneidade. São Paulo: EDUC & FAPESP, 2001.
VIEZZER, M.; OVALLES, O. Manual latino americano de educ-ação ambiental. São Paulo: Gaia: 1995.
WHITAKER, Francisco. Rede, uma estrutura alternativa de organização. Disponível em http://www.rits.org.br. Acesso em visitado em outubro de 2001.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Secretário Executivo do CILSJ – Luis Firmino pelo apoio, aos parceiros: CRBio RJ/ES e WWF, as entidades e respectivos representantes dos municípios da Bacia do Rio São João e Rio das Ostras, ao Nape (Núcleo de Apoio e Pesquisa aos Educadores) de Casimiro de Abreu, a Lúcia Lopes pela revisão do texto e apoio no Encontro e a todos aqueles que contribuíram e que deixamos de mencionar.
AUTORES:
- Denise Spiller Pena – Endereço Postal: Consórcio Ambiental Lagos São João – Rodovia Amaral Peixoto, km 90, Shopping Gigi, sala 8d – Coqueiral – Araruama – RJ
- Carla Tavares – Endereço Postal: Consórcio Ambiental Lagos São João – Rodovia Amaral Peixoto, km 90, Shopping Gigi, sala 8d – Coqueiral – Araruama – RJ
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23:47 em 19/08/2008
SOU RECEM FORMADO EM BIOLOGIA E ACHO MUITO BOA ESSA INICIATIVA. GOSTARIA DE ALGUMA FORMA FAZER PARTE DESTA AÇÃO. PARABÉNS E SUCESSO NESTA INICIATIVA.
16:00 em 11/09/2008
Altamiro, entre em contato conosco pelo e.mail ou telefone
artur@lagossaojoao.org.br
22-26650750
Somos da equipe de EA.
23:07 em 27/01/2009
Sou professora da rede estadual de educação sou química de formação e tenho especialização em educação ambiental. Achei maravilhoso este trabalho porque tenho interesse em implementar este tipo de ação no municipio onde trabalho. (Cachoeiras de Macacu)Gostaria de manter o dialogo para obter ajuda nesta empreitada ja que os municipios em questão são bem proximos ou ate vizinhos. Grata desde ja e aguardando resposta.
00:00 em 16/07/2009
hola achei mito bom queria fazer parte da rede, estou començando un projeto de EA aqui em Armação de buzios , queria seu contato , para obter ajauda de vcs em este trabalho, ficou grata esperando resposta. Parabens.