O educador e a Educação Ambiental como disciplina na universidade: um estudo de caso
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Este trabalho teve como proposta verificar a consistência teórica e prática, sob o enfoque metodológico de um professor da disciplina Educação Ambiental em um curso de graduação de uma universidade pública. Para tanto, sua práxis é analisada e fundamentada com citações de outros autores, analisando-se as informações de uma entrevista não-padronizada focalizada. A sua forma de entender a educação onde ele utiliza o marxismo, é explanada não com o objetivo de criticar ou enaltecer os seus métodos, mas de demonstrar a importância do educador ambiental para o desenvolvimento da Educação Ambiental como disciplina universitária.
INTRODUÇÃO
A Educação Ambiental no Brasil é um tema novo não tendo mais de 20 anos de uma discussão mais consistente. Existem ainda poucas instituições de nível superior que a oferecem como disciplina. Porém esta situação está mudando, e a Educação Ambiental na graduação vem ganhando espaço, principalmente nos cursos de licenciatura, o que não diminui também a sua importância nos cursos de bacharelado possibilitando a aparição de novas pesquisas. Apesar disso, “a Educação Ambiental no que se refere ao ensino de graduação é uma área de conhecimento pouco investigada no Brasil.”
(SANTOS,2002,p.56)
Procurando entender o funcionamento da Educação Ambiental como disciplina este trabalho se concentrou na figura do professor, tornando-se necessário reconhecer a sua contribuição para a disciplina e para o desenvolvimento teórico e metodológico da Educação Ambiental. Sabe-se que as limitações existem, pois “ não há pratica educativa, como de resto nenhuma prática, que escape a limites. Limites ideológicos, epistemológicos, políticos, econômicos, culturais” (FREIRE,1995, p. 96). Porém, estes limites reconhecidos por Paulo Freire, serão neste trabalho entendidos como fatores que de uma certa forma contribuem para o desenvolvimento das discussões propostas pela Educação Ambiental.
Para tanto, é necessário que o professor entenda a importância de sua contribuição em sala de aula. Segundo SAVIANI (1989,p.89) “ tal contribuição será tanto mais eficaz quanto mais o professor for capaz de compreender os vínculos da sua pratica com a pratica social global”. Partindo desses pressupostos, foram destacadas as principais características de um educador ambiental como ministrante de uma disciplina universitária.
METODOLOGIA
Primeiramente entrou-se em contacto com o professor ministrante da disciplina Educação Ambiental em uma universidade federal do município do Rio de Janeiro e foi marcada uma entrevista não-padronizada focalizada, onde “mesmo sem obedecer a uma estrutura formal, pré-estabelecida, o pesquisador utiliza um roteiro com os principais tópicos relativo ao assunto da pesquisa” (ANDRADE,1993,p. 118).
Foram utilizados no roteiro os seguintes tópicos: conteúdos, objetivos, métodos e conceitos de educação ambiental, sendo que os mesmos poderiam ser ignorados no decorrer da entrevista se outros fatores considerados importantes transparecessem e redirecionassem as perguntas que foram construídas de acordo com o andamento da entrevista.
A entrevista realizada foi analisada de forma simplificada, que consistiu em “leituras flutuantes”, ou seja, “pouco a pouco, a leitura vai-se tornando mais precisa, em função de hipóteses emergentes, da projeção de teorias adaptadas sobre o material e da possível aplicação de técnicas utilizadas sobre materiais análogos” (BARDIN,1977,p.96).
Dessas leituras procurou-se extrair algumas características que demonstrassem a forma do professor trabalhar com a Educação Ambiental. Após a análise chegou-se a alguns resultados que demonstram a visão do educador entrevistado sobre a Educação Ambiental. Procurou-se em posse do resultado embasá-lo teoricamente com uso de citações de autores que trabalham o assunto, procurando assim, não questionar, mas demonstrar uma entre outras formas de se trabalhar com Educação Ambiental.
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