EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO FORMAL: Relato de uma experiência em uma Escola da Rede Pública Estadual no Município de Valença, RJ.
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Durante os anos de 1999 e 2000 foi executado um projeto de adoção de um lago localizado em uma praça pública no centro de Valença, RJ, com alunos do Colégio Estadual José Fonseca. A gestão deste lago, juntamente com outros subprojetos paralelos, teve por objetivo desenvolver a educação ambiental. Os resultados mostraram que a adoção do lago cumpriu bem o papel educacional. O lago também mostrou ser um excelente recurso didático para os conteúdos de diversas disciplinas, principalmente em ciências onde foram explorados conceitos como ecossistemas, hábitat, hábitos alimentares, biodiversidade e classificação dos seres vivos, entre outros. Além de ser mais uma alternativa para conservação de espécies.
INTRODUÇÃO
O Município de Valença está situada no Estado do Rio de Janeiro, na Região Sul Fluminense, Médio Paraíba, é o segundo maior município em extensão territorial do estado (VALENÇA, 1998). O Estado do Rio de Janeiro é um dos menores estados brasileiros com área de 44268Km2 ou seja 0,52% do total do país e apesar disto conta com uma biota diversa (CARVALHO; NESSIMIAN, 1998).
O Estado do Rio de Janeiro, cujo ecossistema principal é a Mata Atlântica, apresentou nos últimos séculos intensa devastação de suas áreas florestadas (BERGALLO et al., 2000), colocando várias espécies sob ameaça de extinção (DIÁRIO, 1998; BERGALHO et al., 2000).
O processo de degradação da Mata Atlântica no Município de Valença se fez notar em meados do século XIX, em vista das atividades econômicas desenvolvidas na região, como o café, agricultura e pecuária (VALENÇA, 1998). Sua cobertura vegetal praticamente desapareceu, restando apenas alguns bolsões de mata primária (IEF & UNESCO, 1994; VIEIRA, 1995). Além do desmatamento existem vários outros problemas ambientais no município, desde a mineração (RIO DE JANEIRO, 1993), lixo, poluição das águas, agrotóxicos, erosão, precárias condições de vida, favelização [inclusive fome] e a proliferação de vetores (VIEIRA, 1995). Vetores como o Aedes aegypti , com o vírus causador da dengue, do tipo I e II (DUARTE, 1998).
Em pleno centro da cidade de Valença existe uma praça denominada XV de Novembro, também conhecida como Jardim de Baixo, cuja data de criação esta por volta de 1860 e cujos traçados foram efetuados pelo arquiteto francês Auguste Glaziou (NOVAES, 2000). O Jardim de Baixo, devido a sua localização central e seu passado histórico, apresenta grande importância para comunidade valenciana, no entanto nele existe um lago que encontra-se permanentemente abandonado pelo poder público, servindo de criadouro de mosquitos e onde as pessoas que passam pelo local jogam lixo.
O Colégio Estadual José Fonseca, com mais de 50 anos de existência, um dos maiores do Município de Valença, está situado no centro da cidade. Recebe alunos de diversos distritos e zona rural, desempenhando um relevante papel na educação. Apresenta aproximadamente 2400 alunos distribuídos nos turnos da manhã (pré-escolar ao médio), tarde (ensino fundamental e médio) e noite (ensino de jovens e adultos). Dispõe de 20 salas de aula, 1 auditório, 1 sala de vídeo, 1 biblioteca, 1 laboratório, 1 refeitório, 1 sala de informática, 1 piscina e 1 quadra coberta.
Como professor de ciências do Colégio, diante das transformações educacionais e dos problemas ambientais que enfrentamos, resolvemos adotar o Lago do Jardim de Baixo, por fazer parte da história da cidade, do cotidiano dos alunos, pela possibilidade de serem explorados numa situação real conteúdos que estão diretamente envolvidos com a aprendizagem e promovermos a gestão ambiental neste pequeno espaço. Segundo BRASIL (1998a) são indispensáveis atividades de campo ao ensino de ciências. Além de
ser recomendável a reabilitação ambiental utilizando um parque ou até mesmo uma praça da região (BRASIL,1998b).
A adoção e gestão do Lago além de favorecer a aquisição de conhecimentos, comportamentos e habilidades práticas, leva a uma participação responsável na prevenção e solução dos problemas ambientais. Sendo indicado para educação ambiental, conforme proposto na Conferência de Tbilisi, onde em suas Categorias de Objetivos da Educação Ambiental item 5 menciona que: “Participação proporcionar… a possibilidade de participarem ativamente das tarefas que têm por objetivo resolver os problemas ambientais” (DIAS, 1992).
Ao adotarmos este Lago, com total apoio da direção que viabilizou a adoção junto a Prefeitura, realizamos diversas atividades científicos/educacionais, divididas em 3 subprojetos. Sendo um subprojeto referente aos conteúdos específicos da série, outro subprojeto visando a preservação das libélulas (odonata) e sua utilização no controle biológico de mosquitos, e finalmente o subprojeto de educação ambiental.
Foi um projeto que, para educação formal, pode ser considerado de longa duração, iniciado no 2º semestre de 1999 e concluído no final do ano letivo de 2000. Não foi possível a continuidade em função dos resultados das eleições municipais.
OBJETIVOS
Considerando o grau de degradação e invasão de áreas da Mata Atlântica, conseqüentemente a extinção de espécies, a proliferação de vetores é fundamental que os alunos percebam, através de conscientização e gestão de um lago, que a ação direta sobre o meio também pode modificá-lo de forma positiva; Que os alunos atuem junto à comunidade alertando-a sobre problemas decorrentes do lixo e mosquitos em ambientes degradados; e que sejam demonstradas na prática conceitos como: identificação de espécimes, cadeia alimentar e controle biológico de pragas.
METODOLOGIA
Os trabalhos foram iniciados no 2º semestre de 1999, utilizando 3 turmas de 6ª série, tendo continuidade nas férias escolares e terminando no final do ano letivo de 2000, com alunos voluntários. Os três subprojetos caminharam simultaneamente, um servindo de base para o desenvolvimento dos demais. Detalharemos as atividades relevantes para o subprojeto de educação ambiental.
As atividades planejadas não poderiam ser desenvolvidas em uma ou até três aulas, pois seriam demoradas e o aluno poderia voltar com o uniforme sujo, como em qualquer atividade de campo e dificilmente se concentraria para a aula seguinte. Portanto buscamos um horário alternativo, no caso no turno da manhã.
No início mandávamos autorização para os responsáveis, informando o horário de atividades (8:30 as 11:00) e o almoço opcional servido pelo colégio. Com o passar do tempo isto não foi mais necessário tendo em vista a compreensão e total apoio dos pais.
O horário logo foi alterado pois em Valença o aluno da rede pública só tem gratuidade no transporte em determinados horários, como existem vários alunos que utilizam ônibus e não teriam condições de pagar passagem, antecipamos então para as 7:30.
O monitoramento do lago foi feito através de visitas quinzenais, quando possível semanais, e mensalmente eram coligidos os dados sobre as larvas de mosquitos e libélulas, assim como feitas as medições da temperatura e pH da água.
1. ATIVIDADES:
Descreveremos algumas atividades desenvolvidas no Colégio Estadual José Fonseca e no Lago do Jardim de Baixo que permitiram o desenvolvimento da Educação ambiental.
ATIVIDADES REALIZADAS: No período compreendido entre o 2º semestre/1999 e final 2000.
1ª Etapa – Discussão com os alunos sobre o abandono do Lago e como poderíamos mudar isto.
2ª Etapa – Adoção; levantamento e captura dos espécimes existentes no Lago, com auxílio de peneiras, estes exemplares foram levados e criados no laboratório do Colégio. Isto permitiu ao aluno ter uma visão dos componentes daquele hábitat, seus hábitos alimentares, conceito de ecossistemas, biodiversidade e classificação dos seres vivos. Foram identificados: sangue-sugas (Anélida), caramujos (Gastrópode), várias larvas de mosquito (Chironomídeo) e ainda girinos onde podemos observar as fases da metamorfose; Após a retirada dos espécimes houve o esvaziamento do Lago e limpeza; então enchimento e soltura dos animais mantidos no laboratório.
3ª Etapa – Discussão do motivo de haver tantos mosquitos e como seria feito o controle. Uma vez percebida a falta de predadores no Lago, resolvemos inicialmente utilizar peixes, que foram roubados no primeiro final de semana. Após novas discussões optamos então pelas libélulas, insetos aquáticos, muito bonitos, cuja larva e imago estão no topo da cadeia alimentar (SANTOS, 1981), são ótimos para biomonitoramento de qualidade ambiental (COUNCIL OF EUROPE, 1983; CLARK; SAMWAYS, 1996; CHAVERT et al, 1998) e são conhecidos controladores de pragas (COBERT, 1991a, 1991b).
Nas discussões sempre foram utilizados textos e através de pesquisa sobre o assunto nas bibliotecas. Inclusive textos em inglês, sobre a importância das libélulas no controle de mosquitos.
4ª Etapa – Com o objetivo de capturarmos larvas de libélulas para soltarmos no Lago foram realizadas excursões a duas barragens da região, uma em área protegida pela Prefeitura (Parque Municipal do Açude da Concórdia) e outra em área degradada, em uma fazenda particular (Fazenda Pau D’Alho – Represa da Usina). A escolha destes lagos ocorreu de forma proposital para que os alunos pudessem fazer uma comparação destes ambientes. Segundo STUMPF (2002) a visitação a locais que apresentam problemas ambientais, áreas preservadas e em recuperação, oferecem a oportunidade de verificar concretamente os problemas e suas possíveis soluções, trazendo a crítica e a motivação para a mudança. Além das larvas de libélulas soltamos no lago plantas aquáticas (Eichornia sp, Pistia sp e Salvinia sp ) propícias para o desenvolvimento das larvas (DE MARCO JUNIOR; LATINI, 1998; SAHLÉN, 1999).
5ª Etapa – Manutenção (limpeza e pintura das grades) do lago; controle populacional das libélulas; abordagem dos freqüentadores do parque para explicações sobre o projeto e distribuição de folhetos explicativos/educacionais, feitos pelos próprios alunos para comunidade.
6a. Etapa – Construção de maquetes, exposições e seminários no Colégio e em outros sobre o projeto.
Obs.: Algumas larvas de libélulas foram criadas em laboratório, para observar suas mudas (animais com exoesqueleto sofrem mudas) e sua metamorfose em adulto.
Obs.: Também foi possível explorar os aspectos históricos/geográficos do lugar, tendo em vista a importância histórica do lugar. Introduzir conceitos de química e física, fazendo o controle do pH e temperatura da água, através de metodologia padrão.
Obs.: As larvas de libélulas deram origem aos adultos, que por sua vez realizaram postura no local dando continuidade ao ciclo, praticamente nenhuma larva de mosquito foi registrada novamente.
2. AVALIAÇÃO
A avaliação foi feita a partir do envolvimento dos alunos com o projeto. Nas atividades de monitoramento do lago eram observadas a participação, iniciativa, empenho, motivação, postura, entre outros. Até a indignação ao ver quando as pessoas não percebiam a importância do projeto. Além da construção de textos e folhetos explicativos que eram distribuídos a população. A própria abordagem dos freqüentadores
do Jardim foi levada em consideração. Confecção de cartazes, maquetes e apresentação de seminários para o restante do colégio e outras unidades de ensino do município. Os textos serviram como indicadores, através deles foi possível acompanhar durante todo o processo o nível de amadurecimento dos alunos em relação a questão ambiental.
RESULTADOS
Os alunos participaram durante um ano e meio de todas as atividades propostas, com igual ânimo do primeiro dia (quando foi discutido a possibilidade de adoção do Lago) ao último dia (mesmo após entrega de carta ao prefeito, não reeleito, agradecendo a possibilidade de adotarmos o Lago e informando o término do projeto).
Mesmo quando os peixes foram roubados e quando os funcionários da prefeitura esvaziaram o Lago por motivos “eleitoreiros” os alunos não esmoreceram. Selecionamos algumas frases elaboradas pelos alunos, utilizadas para distribuição e abordagem dos freqüentadores do Jardim:
“O planeta precisa de ajuda, não destrua, pense e depois faça a coisa certa”; “A natureza é fundamental a vida humana, preserve.”; “O lago é público, ele é do povo, portanto não polua o lago, preserve o patrimônio de Valença.”; “Meio ambiente, nós devemos preservar todos os dias.”; “O que a natureza constrói o fogo destrói, se você mata as matas, as matas vão acabar.”; “Ambiente é onde nos sentimos bem, onde respiramos ar puro, mantenha o ambiente limpo.”; “Cuide do ambiente como você cuida de si mesmo.”; “Preserve a natureza, seja um cidadão, a natureza é o coração do Brasil.”; “Nós precisamos do meio ambiente para sermos felizes e saudáveis.”; “Preserve o Jardim de Baixo, não deixe morrer a nossa cultura.”; “Se você quer viver mantenha o meio ambiente vivo.”; “Não devemos destruir o meio ambiente, porque se nós destruímos ele, estaremos nos destruindo também.”; “Sem árvores e flores o nosso mundo seria muito triste e sem vida.”; “Preserve o meio ambiente nele está a sua vida.”; “O mundo seria muito melhor se todos nós cooperássemos com a natureza.”
DISCUSSÃO
No primeiro semestre de 1999, quando foi iniciada a adoção, levantamos os seguintes pontos:
Os alunos estavam participando com entusiasmo em função de ser uma novidade? Até quando isto iria durar? Os alunos, que sabiam o que o professor esperava deles, estariam então dando uma resposta em função de uma nota? Com a Chegada do fim do ano letivo e início das férias, eles sumiriam? Largando o professor, que assumiu com a direção do Colégio e a prefeitura a tarefa de cuidar do lago. No ano seguinte,
quando estes alunos estariam em outra série e com novos professores, inclusive de ciências, o interesse persistiria?
Sabíamos que estas respostas somente seriam favoráveis para nós se realmente houvesse uma tomada de consciência, gerando uma participação ativa na gestão do Lago. Os resultados demonstram ter sido uma experiência positiva. Fato corroborado por HARTMANN et al. (1996), segundo este autor a participação ativa do aluno é a chave-mestra para o êxito da educação ambiental além do conhecimento vivencial que vem da solução prática de problemas.
O esvaziamento do lago por parte da prefeitura durante o projeto mostra que os governos municipais não tem vontade política nem capacidade técnica para lidar com experiências inovadoras tanto na área educacional como técnica, no caso do controle biológico das larvas de mosquito. Segundo DUARTE (1998) a grande maioria dos municípios ainda não esta capacitada tecnicamente para lidar com a problemática oriunda das larvas de mosquitos, sendo comum a espera de ações federais ou estaduais, agravando uma situação pela não adoção de medidas que estariam ao alcance das prefeituras.
Valença, assim como várias cidades do interior, apresenta praças com lagos que poderiam ser utilizadas para este fim. É uma experiência de fácil repetição e baixo custo. Colabora também para preservação de espécies. A utilização de libélulas na educação de adultos e crianças é recomendado para auxiliar na preservação das mesmas (HAWKING, 1997; SUH; SAMWAYS 2001). Na Conferência de Tbilisi, temos que um dos princípios básicos da educação ambiental seria a utilização de diversos ambientes educativos e uma ampla gama de métodos, para comunicar e adquirir conhecimentos sobre o meio ambiente, acentuando devidamente as atividades práticas e as experiências pessoais (DIAS, 1992).
Segundo GAZZINELLI (1997) a educação ambiental através de gestão, caracteriza-se por adotar a gestão ambiental como princípio educativo do currículo, centrando-se na idéia da participação dos indivíduos na gestão dos seus respectivos lugares, seja a escola, a rua, o bairro, a cidade. A gestão do Lago mostrou sua eficiência.
CONCLUSÕES:
- É fundamental o apoio dos pais e direção do colégio.
- A adoção de um Lago é uma experiência válida para o desenvolvimento da educação ambiental, sendo de fácil repetição e de baixo custo.
- A mudança de atitude em relação ao meio ambiente pode ser comprovada através da participação efetiva e voluntária nos subprojetos, inclusive durante as férias.
- É muito importante o aluno permanecer mais tempo na escola – O que para nossa realidade é muito satisfatório pois normalmente os pais trabalham fora, assim eles terão certeza de que seu filho estará ocupado e não nas ruas. Além da opção do almoço, que para alguns alunos carentes, o colégio é a única opção de uma boa refeição.
- É fundamental que o aluno interaja com a comunidade, conhecendo sua cidade e valorizando seu patrimônio e ajudando no seu aprendizado.
- E finalmente: não é uma tarefa fácil, inclusive muitos colegas, diante de nosso achatamento salarial, consideraram uma verdadeira loucura buscar mais trabalho e responsabilidades fora do nosso horário e fora da nossa unidade escolar, inclusive nas férias.
BIBLIOGRAFIA CITADA
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BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental/Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: Temas Transversais. Brasília, DF, 1998b. 436p.
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CARVALHO, A.L..; NESSIMIAN, J.N.. Odonata do Estado do Rio de Janeiro, Brasil: hábitats e hábitos das larvas. In: NESSIMIAN, J.C.; CARVALHO A.L. (ed.). Ecologia de Insetos Aquáticos. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Biologia, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, 1998. p. 3-28. [(Séries) Oecologia Brasiliensis, Vol. V].
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AGRADECIMENTOS
A todos os alunos que participaram de várias etapas deste projeto e pelos momentos prazerosos proporcionados pelas atividades de campo.
Ao Colégio Estadual José Fonseca, na figura de sua diretora geral e diretoras adjuntas pelo total apoio.
A todos os Funcionários, Professores e demais alunos do Colégio que de uma forma ou de outra contribuíram para o desenvolvimento deste Projeto.
Aos pais, pelos filhos e apoio.
Ao ex – Prefeito do Município de Valença Fernando P. Graça pela permissão de adotarmos o lago, e seus funcionários, apesar de terem esvaziado o lago.
Ao Museu Nacional/UFRJ, Setor de Biblioteca e sua bibliotecária responsável pela padronização das referências bibliográficas e ao Setor de Insetos Aquáticos/Entomologia pela auxílio bibliográfico.
Aos responsáveis pela Biblioteca Municipal de Valença e do Colégio Estadual José Fonseca.
AUTORES
- Bernardo Mascarenhas
Colégio Estadual José Fonseca – Rua Nilo Peçanha 62, Cep.: 27600-000,Centro, Valença – RJ.
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