Relatório do II Encontro de Redes da Rebea – Debate após palestras de Moema Viezzer e Diogo Damasceno

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[Mesa de debate realizada após as palestras de Moema Viezzer e Diogo Damasceno]

Momento do Debate – mesa:

Moema Vizzer
Diogo Damasceno

Facilitação: Mauro Guimarães

- Moema fala da importância da agregação de novas questões ao tratado, mas que não sejam discussões de questões menos importantes como; a retirada de uma palavra…

- Isis – fala sobre a sonorização do tratado e da necessidade de facilitação de acesso. Sugere um grupo de estudos para domínio do documento e propõe a criação de um grupo de estudos sobre o tratado, com objetivo de agir desconstruindo para refletir sua construção. Avisa que o canal EA.net vai disponibilizar o Tratado em spots de rádio.

- Viviane Amaral – realçar a importância do tratado como um documento inspirador. Não há necessidade de se mexer no tratado. Observa que o Tratado tem inspirado as redes, a juventude e a importância da participação de todos em sua construção.

Fala também que é equivocada a análise de revisitar seu texto e que os Educadores Ambientais tem o Tratado como documento de referência e portanto devem pensar em indicadores, verificadores capazes de alinhar e compreender os avanços das construções até os dias atuais e posteriores.

- Guerra – aponta a necessidade do conhecimento histórico, quando pessoas se apropriam de movimentos importantes e não conhecem suas raízes. Deve-se disponibilizar em sites, web, etc todos os documentos da construção deste tratado.

“Me preocupam as inúmeras dissertações e teses dizendo que o tratado foi construído fora, assim como o site do MEC que não cita o tratado. Temos que divulgar o tratado, mas temos que resgatar sua história”.

Pergunta como está a questão do Ibero, sobre a discussão de abertura do evento, que não aparece nos anais.

- Denise – necessidade de um processo de adesão política no Tratado, assim como na assinatura da Carta das Responsabilidades humanas onde as pessoas, instituições e afins teriam a possibilidade de aderirem ao processo.

“Como se faz para assinar o tratado? Minha instituição quer assinar o tratado. Deve-se ter um processo de que as pessoas ou instituições possam aderir ao tratado – a ReBEA deve operacionalizar isso. Como se faz no site da carta da terra, onde se pode ver a lista de entidades que aderiram carta.”

- Jacqueline – as listas de quem assinou os Tratados deveriam ser requeridas de modo a revisitarmos suas conseqüências, ampliando o resgate de atores importantes no processo.

“ter em algum lugar onde se veja as entidades que assinaram os tratados – todos é uma necessidade”

- João Paulo – preocupado com o tratado e sua transformação em política pública em ambitos municipais, pensando no pacto federativo – gov estadual e nacional. Disponibilizar os conteúdos, popularizando e sendo diretriz de políticas públicas.

“O tratado é um documento inspirador, mas o melhor seria ele virar política publica – Para isso as pessoas devem conhecê-lo. Sites, vídeos, etc. para que ele possa ser base para políticas publicas.”

- Jorge – REA Sul/Viamão – em Viamão o Tratado e a Cata da Terra foram utilizados como instrumentos para a criação do Plano Diretor, apontando em lei orgânicas de onde partem e como serão mantidos os recursos para a implementação destes instrumentos de EA.

- Simone – REAMS – dificuldade de como avaliar o tratado e o trabalho feito nas redes, parâmetros para esta avaliação.

- Rangel – Só leu o tratado para o encontro de Pirinópolis, por isso a importância destes eventos. Destaca a importância de materiais como vídeos e relatos onde podemos compreender a construção do movimento. A leitura do tratado demonstra de onde somos frutos, nascemos dentro disso e o Tratado está incorporado em nossos dia-a-dia. Não temos órgãos sensoriais para perceber os avanços e as necessidades do processo. A rede, como organismo vivo está representada no objeto de educação do Tratado, as Sociedades Sustentáveis e não somente os indivíduos.

- Néri – SE II Encontro – ver como podemos possibilitar a idéia de um grupo de estudos do tratado.

“Um encaminhamento, saindo daqui com nomes definidos e maneiras para nos reunirmos em grupos de estudos virtuais, operacionalizando as ações sob responsabilidade, por exemplo, do Diego de Itu.”

- Tita – REABA- discutir qual o papel das redes e dos educadores ambientais sobre o tratado. O que nos vamos fazer com ele. Pensar numa sociedade sustentáveis; vemos uma luta de espaços no nosso próprio país dentro de nosso próprio meio. Como é que fica isso, o tratado e nossas ações com estes fatos acontecendo? Como ficam nossas práticas individuais?

Diogo – REIA-GO – em relação a revisitar o tratado, ele é um documento vivo que não deve ser mudado sua essência; acrescentar alguns pontos, ótimo. Usar o blog como ferramenta – blog sobre o tratado, p.ex., onde estão os documentos disponibilizados

Moema – Dois blocos de perguntas: grupo de trabalho e a jornada internacional.

- A lista de assinatura de cada tratado tem-se como idéia de escrever para o secretariado geral do fórum rio92, que deve ter estas assinaturas.

- Pode-se fazer jornadas locais do tratado na malha da REBEA – com os novos prefeitos, vereadores etc.

- Podemos pensar já neste grupo de trabalho como um indicador: ver o que cada um está fazendo em relação ao tratado, o que de fato está acontecendo que tem relação com as linhas do trabalho.

- O que tiver em relação ao tratado vai para o site, quem tiver alguma coisa, também pode colocar.

- Vamos mostrar ao país o que significa a ‘governança em redes’. Ou fazemos isso ou dizemos que estamos construindo rede e estamos fazendo pirâmide de novo.

Findada estas palestras, que emocionaram os muitos participantes que sequer participaram em suas leituras do marcante processo de construção do Tratado, foi iniciado o momento onde as redes, por meio dos seus participantes, puderam se apresentar e trocar suas experiências. Dividida estrategicamente em 04 (quatro) momentos, a complexa e lúdica dinâmica, enlaçou a tod@s e construiu o verdadeiro mosaico das redes. Todas as reflexões serviram para a construção do Documento Final de Proposições e, de certa maneira, contribuíram para que as redes primeiramente se reconhecessem em seu coletivo para que posteriormente discutissem o coletivo maior da ReBEA.

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2 Comentários para “Relatório do II Encontro de Redes da Rebea – Debate após palestras de Moema Viezzer e Diogo Damasceno”

  1. Relatório do II Encontro de Redes da Rebea - Palestra de Diogo Damasceno (Rejuma) | REARJ
    11:45 em 16/11/2008

    [...] [Após a apresentação da Moema Viezzer (link acima) e esta, seguiu-se a mesa de debate] [...]

  2. Relatório do II Encontro de Redes da Rebea - Palestra de Moema Viezzer | REARJ
    15:04 em 16/11/2008

    [...] [após esta palestra, ocorreu a fala de Diogo Damasceno e, após as duas, a mesa de debate] [...]

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