Relatório do II Encontro de Redes da Rebea – As políticas Públicas de EA – Palestra de Raquel Trajber
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As políticas públicas de educação ambiental
Palestrantes
Rachel Trajber (OG/MEC)
Lúcia Anello(OG/MMA)
Mônica Serrão: DEA/MMA
Relatora: Walnyce – REAAL
Moderadora: Patrícia Rodin
Relatos embasados na relatoria da Walnyce – REAAL e adaptados das memórias de Graciane e Maria Amélia da REA São Carlos
Horário: 08:00 a 12:00h
Palestrante Rachel Trajber (OG/MEC)
“Relação dialógica: seu olhar melhora o meu. Essa é a conversa que se pretende manter.”
Primeiramente, Políticas públicas: são formas de organizar a sociedade. “A EA não é um processo neutro, é um processo político!”. Precisa haver uma visão integrada: política, organizativa e pedagógica as políticas públicas. De que forma essas políticas se manterão na moldura que nós colocamos? Como atingimos cada pessoa? Vocês precisam melhorar nosso olhar. E nós vamos construir juntos numa visão sistêmica – Estrutura – Sistema Nacional de EA – como a gente chega em casa, enquanto pessoa, como construtor dessa visão sistêmica. Como atingirmos cada pessoa? E como fazermos isso no MEC? E como traduzir isso em material didático – em todas as dimensões. Como isso pode acontecer?
A sociedade se organiza a partir do meio ambiente. A sociedade precisa se organizar de acordo com a capacidade do planeta. Não separar o sócio do ambiental. As formas de relação com o meio ambiente são mediadas pela cultura e podemos fazer isso com a dimensão ambiental e podemos mexer nisso pela educação ambiental. Agir e pensar local e globalmente simultaneamente.
Uma segunda natureza: a pessoa por cima. Nós precisamos pensar o que são políticas públicas de EA?
Comunicação e Educação: como podemos fazer você ser Educador e Educando, Comunicador e Comunicando? Disso vem a Educomunicação – a partir do meio ambiente – com esse olhar – organizando essa sociedade humana… É a idéia geral de políticas públicas – um olhar socioambiental.
Construção do planeta e Educação Ambiental ________ Diferentes visões sistêmicas
Ou seja, não podemos ver igual, mas remamos na mesma direção.
As COM-VIDAs é o centro do MEC (potencializadores de ações coletivas; espaço democrático público, de formação permanente). Se faz EA fazendo e não falando. São círculos de cultura. Fazer Agenda 21, pois é a melhor forma de planejamento local e, conseqüentemente, global. Coletivos jovens ajudam a formar as COM-VIDAs. É necessário trabalhar com mais vigor as CIEA’s, os Coletivos Jovens, os Coletivos Educadores, as Conferências (como ferramenta de construção e difusão da informação) e a Educomunicação. Isso fortalece a democracia participativa com uma esfera representativa.
Força de empoderamento, sonho se tornando ação coletiva.
Uma geração aprende com a outra, isso é círculo de cultura. É uma comissão de meio ambiente. Isso é política pública: a sociedade se organiza de forma empoderada e de empoderamento. Nós agimos e pensamos local e global, simultaneamente. No entorno disso há diversas formas de coletivo, Com-Vida mais adensadas – construção coletiva – fazer Agenda 21.
Em torno das Com-Vida nós temos várias formas de organização, tais como:
- CIEAs: forma pública administrativa
- ES
- Coletivos educadores
- Redes que estão em todos os lugares, e as comunicações se dão em redes.
- Fóruns
- Congressos
- Conselhos: que as sociedades organizam. Tudo com olhar sistêmico dos seus entes.
MEC: como trabalhamos?
A EA do MEC está dentro da educação difusa, que organiza as conferências infanto-juvenis. Trabalham com educação presencial na formação de professores.
Existe a proposição de inserção uma área curricular nos cursos de licenciatura, abordando o olhar a partir do meio ambiente. Também inserir na formação tecnológica. Querem usar as tecnologias como ensino a distância. Foi colocada a necessidade de se trabalhar a pauta ambiental, através da apropriação do olhar crítico pelos professores, com o uso de tecnologias apropriadas (pois não dá mais para trabalhar somente com o fator presencial). O estímulo de uma visão sistêmica pedagógica aliada às ações estruturantes é urgente!
- Com-vida: uma das ações
- Educação difusa: conferências
- Educomunicação: ação prática usando todas as novas tecnologias.
A nossa difusão: educação presencial
As escolas são espaços para educação tecnológica
Área curricular obrigatória na formação de professores. Para fazer a transversalidade na escola. Abrir debate como os futuros professores e professoras e nunca uma disciplina, mas uma área curricular com um olhar a partir do meio ambiente.
Teia da vida, falada por Capra. Relação com os outros seres humanos, desconstrução crítica dos modos de produção e consumo das nossas sociedades. EA é muito crítica e os professores precisam se apropriar disso.
Uso da Tecnologia: não para trabalhar só o presencial com ações estruturantes. Movimento de Juventude, trabalhando uma pauta ambiental.
Coletivos Jovens: fazendo o Com-Vida, pensando a partir do meio ambiente, a partir dos princípios:
1. jovem educa jovem
2. jovem escolhe jovem
3. uma geração aprende com a outra
Finalmente, uma visão sistêmica pedagógica:
- Equipe
- Equipe de enraizamento
- Equipe de financiamento e projetos
Construindo olhares que mudam. “Um orgulho para nós é a universalização do ensino. É a tarefa do MEC-EA para quase todos. Precisamos universalizar o ensino para todos (EA).”
[Após esta palestra e da Lúcia Anello, deu-se a mesa de debates)
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