Relatório do II Encontro de Redes da Rebea – As Políticas Públicas de EA – Mesa de debate após palestras de Raquel Trajber e Lúcia Anello
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As políticas públicas de educação ambiental
Palestrantes
Rachel Trajber (OG/MEC)
Lúcia Anello(OG/MMA)
Mônica Serrão: DEA/MMA
Relatora: Walnyce – REAAL
Moderadora: Patrícia Rodin
Relatos embasados na relatoria da Walnyce – REAAL e adaptados das memórias de Graciane e Maria Amélia da REA São Carlos
Horário: 08:00 a 12:00h
Momento do Debate – mesa:
[após palestras de]
Rachel Trajber
Lúcia Anello
Mônica Serrão
Facilitação: Patrícia Rodin
DEBATE: 10h
Encaminhamento da REASUL: poder garantir instrumentos para que as redes possam contribuir com o enraizamento da EA. Não fragilizar as ações locais, partilhar das decisões do OG. Que não sejam executores apenas, mas que possam pensar sobre elas. Criticou o uso das redes como instrumentos de implementação de políticas públicas, pede mais espaço na construção das mesmas.
Raquel respondeu que as diretrizes curriculares circularam e houve retorno de quem teve interesse.
Raquel colocou que o MEC não pode ser tão pragmático, pois entende EA como um processo.
Lúcia: Rede temática de EA para os movimentos. Ex: manguezais, pesca. Pauta pesada para o Nordeste, grandes empreendimentos hoteleiros, a pesca, a carcinocultura sem controle, sem Zoneamento Econômico Ecológico. O Nordeste tem ZEE para a carcinocultura, mas pescador artesanal só existe pelo mangue. Santa Catarina: pior saneamento básico que existe.
Rachel: Puxar para a educação formal, é outra perspectiva para o mundo. Ciência, história oral, memória acumulada, jogos de papéis sociais. Três formas de trabalhar na sala de aula, trazer para o local, conversar, discutir com mais profundidade. Diretrizes Curriculares: ficar junto ao Conselho Nacional de Educação… Circular nas Redes e CIEAs, até na AMPEDI. A construção do conhecimento na escola se faz diferente.
Lúcia: Existe uma proposta de fortalecimento das Redes? Não é fácil fortalecer as Redes sem recursos. A nossa tarefa é fiscalizar. Fazer política com e não política para. Cabe ao MEC a educação formal. Ao MMA, a educação não-formal, com o fortalecimento das Redes dos territórios e cada lugar.
Financiamento: princípio do poluidor-pagador. No Brasil quem polui paga, com programas de mitigação, compensatórios. Sem ingenuidade e inocência. Mais conflito com o PAC, fazer ciência dos 3 pontos de vista. Políticas compensatórias enquanto Estado. Caminho: câmara técnica. A vida acontece na esfera municipal.
Política “topdown”: decreto do governador. Nós precisamos nos relacionar com o Estado. Fortalecimento do IBAMA, ANA…
A sociedade é desigual e essa desigualdade é gerada pelo capitalismo. Esse é o desafio pedagógico, fazer com que os desiguais discutam com a gente.
Rachel: precisamos trabalhar os diferentes, (não gosto da palavra desigual), respeitando as diferenças. Com relação à disciplina de EA não precisamos criar mais uma disciplina. Educação integral é transformadora, somos contra a disciplina.
Esse momento é histórico para as Redes, estando ao mesmo tempo junto com o MMA e MEC, o órgão gestor. O que o órgão gestor pode fazer para fortalecer todo o nosso processo, avanço, relacionamento bom entre sociedade e governo?
Lúcia: vai ser priorizada a conversa entre os entes federativos. Novo horizonte é a sustentabilidade. Priorizar o enraizamento da EA via capilarização pelas suas vinculadas. IBAMA, Chico Mendes, buscar fortalecimento.
Nós somos a favor do concurso para Educador Ambiental. Vamos fazer juntos para ser mais fácil. Fazer EA como instrumento de Gestão.
Território: Plano de bacias: unidades de planejamento ambiental. Gestão social, gestão ambiental, divisor de águas.
Diferença de educador e gestor: desenvolver ciência e não qualquer ciência social: pedagogia, antropologia. Nós estamos formando péssimos profissionais, as universidades não formam estudiosos ambientais, não fazem diálogo de saberes. Saber perito, aceitar isto do ponto de vista estético.
Como as Redes podem contribuir para o
fazer EA no ICMBio e IBAMA.
Política de Governo é diferente de Política de Estado. A Política Nacional tem que dar conta disso. Como o Estado brasileiro está estruturado? Como fazer do licenciamento um instrumento de justiça? Hoje se decide por comando e controle e não por planejamento. Primeiro passo é mudar isso.
As audiências atualmente são eventos. Isso não funciona!!
É pauta para todos nós educadores ambientais: se empoderar do conhecimento.
Rachel: qual é a função social das escolas? Estabelecer diálogos…
—–
Néri encerrou agradecendo a todos e pedindo para estabelecer uma agenda comum de trabalho, estabelecendo diálogos mais próximos.
Continuando a programação, a atividade que segue, foi pensada de maneira a proporcionar aos participantes subsídios históricos da ReBEA assim como um panorama do seu atual contexto de operação. Planejado para ser dividido em partes que entendemos ser complementares para uma real compreensão de sua conjuntura, a Apresentação da ReBEA por Trajetórias e Caminhos, seria ministrada por Viviane Amaral, pessoa que vivenciou os primeiros passos da trajetória da ReBEA; e por Patrícia Mousinho, a Secretária Executiva do período que compreendeu os anos de 2004 a 2007.
Infelizmente, por motivos alheios a secretaria do encontro, a palestra que cabia a ex secretária executiva não aconteceu, deixando uma enorme lacuna e lamentada por todos os participantes, pois informações emergenciais da ReBEA como as ações realizadas, em encaminhamento e suas demandas não foram apresentadas. Entendemos que este lapso minimamente prejudicou um momento de decisões onde um dos principais encaminhamentos são os que dizem respeito a transição da Secretaria Executiva.
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